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Anvisa aprova remédio que deve ampliar acesso ao tratamento do diabetes

A aprovação da primeira versão sintética da semaglutida no Brasil deve abrir uma nova fase no mercado das chamadas “canetas” para diabetes e obesidade. O registro do Ozivy, da EMS, pela Anvisa, é visto pelo setor farmacêutico como o primeiro movimento concreto de aumento da concorrência após o fim da patente do Ozempic no país.

Na prática, isso significa que pacientes com diabetes tipo 2 podem ter mais opções de tratamento e, no médio prazo, preços menores. Ainda não há valor definido para o Ozivy, porque o medicamento precisa passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, antes de chegar às farmácias. Mas a própria EMS já afirmou que pretende trabalhar com preços mais acessíveis que os atuais concorrentes. (UOL Notícias)

 

A empresa informou que pretende colocar o produto no mercado em cerca de 30 dias, dependendo da aprovação final do preço. (UOL Notícias)

O Ozivy usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, a semaglutida, indicada principalmente para diabetes tipo 2. O medicamento também pertence à classe dos agonistas de GLP-1, que ajudam a controlar a glicemia e reduzem o apetite. Por isso, medicamentos desse grupo ganharam popularidade também no tratamento da obesidade.

Apesar das comparações inevitáveis, o Ozivy não é considerado um genérico pela regulação brasileira. A Anvisa classificou o produto como um “medicamento novo” sintético análogo a um biológico. Isso ocorre porque não existe categoria de genérico para medicamentos biológicos no Brasil. (Serviços e Informações do Brasil)

A entrada do Ozivy também deve pressionar o mercado dominado atualmente pela dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy. Analistas do setor avaliam que o aumento da concorrência tende a reduzir preços gradualmente, especialmente se outras farmacêuticas conseguirem aprovação de versões semelhantes da semaglutida. A própria Anvisa informou que há outros seis pedidos em análise. (Serviços e Informações do Brasil)

O novo produto chega em um momento em que o mercado já enfrenta forte disputa com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. O Mounjaro pertence a uma geração mais recente de medicamentos e atua em dois hormônios, GLP-1 e GIP. Estudos clínicos indicam que ele costuma apresentar resultados superiores na perda de peso e no controle glicêmico em parte dos pacientes, mas também tem custo elevado no Brasil. (Reddit)

Mesmo assim, especialistas do setor avaliam que a chegada de versões nacionais da semaglutida pode ampliar muito o acesso ao tratamento, principalmente entre pacientes diabéticos que hoje não conseguem manter o uso contínuo por causa do preço. Atualmente, tratamentos com Ozempic e Mounjaro podem ultrapassar R$ 1 mil ou até R$ 3 mil por mês, dependendo da dose e do produto.

O Ozivy foi aprovado inicialmente apenas para diabetes tipo 2. Para uso formal no tratamento da obesidade, a empresa ainda precisaria de indicação específica aprovada pela Anvisa.

 

 


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