A mineradora Aura Minerals elevou o peso do Rio Grande do Norte em sua estratégia de crescimento ao divulgar suas reservas e recursos minerais. O principal destaque está no projeto de Borborema, que ganhou escala e passou a figurar entre os ativos mais relevantes da companhia.
Na prática, a Aura mais que dobrou suas reservas de ouro: saiu de 3,4 milhões para 7,2 milhões de onças equivalentes. Esse avanço não veio apenas de aquisições recentes, mas também de revisões internas — e é aí que entra Borborema. O projeto potiguar teve aumento expressivo de reservas após a combinação de três fatores: alta no preço do ouro, ampliação da área de exploração e ajustes nos estudos geológicos.
Outro ponto importante foi a liberação para realocar uma rodovia que corta a área do projeto. Com isso, a empresa conseguiu acessar novas áreas e ampliar o volume de minério economicamente viável.
O movimento acontece em meio a um ciclo mais favorável para o setor. A Aura revisou suas premissas de preço, considerando o ouro a US$ 2.600 por onça — bem acima do patamar anterior. Isso, na prática, torna mais projetos rentáveis e aumenta o tamanho das reservas.
Ao mesmo tempo, parte dos recursos que a empresa já tinha mapeado foi convertida em reservas — ou seja, deixou de ser potencial e passou a ser minério com viabilidade econômica comprovada. Por isso, os chamados recursos “medidos e indicados” caíram, enquanto as reservas cresceram.
A empresa também acelerou investimentos. Foram US$ 21,8 milhões aplicados em exploração em 2025, com mais de 100 mil metros perfurados. A estratégia combina expansão dos ativos atuais com aquisições, como os projetos MSG e Era Dorada.
Com esse novo patamar, a Aura projeta mais que dobrar sua produção nos próximos anos, saindo de 280 mil para mais de 600 mil onças equivalentes de ouro por ano.
Nesse cenário, Borborema deixa de ser um projeto promissor e passa a ocupar papel central no crescimento da companhia — colocando o Rio Grande do Norte de forma mais relevante no mapa da mineração de ouro.