O ministro Bruno Dantas decidiu renunciar ao cargo no Tribunal de Contas da União e deve formalizar a saída nos próximos dias. A vaga poderá ser preenchida pelo Senado ainda nesta semana, durante o esforço concentrado previsto entre 31 de agosto e 4 de setembro.
Dantas já comunicou a decisão ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. A saída ocorre por decisão pessoal e não está relacionada ao limite constitucional de idade. Pelo critério atual, o ministro poderia permanecer na Corte até 2053, quando completaria 75 anos.
A decisão foi revelada pela revista Veja. Dantas pretende deixar o setor público para trabalhar na iniciativa privada. Ele mantém conversas com três empresas, entre elas um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. A Avibras, empresa da indústria de defesa adquirida pela J&F, também estaria entre as possibilidades.
A sucessão de Dantas já movimenta o Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou interesse em indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Pacheco era cotado por Alcolumbre para o Supremo Tribunal Federal, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou para a vaga o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A eventual indicação de Pacheco para o TCU ocorreria depois de o senador anunciar que deixará a política e não disputará nenhum cargo nas eleições deste ano.
Integrantes do TCU avaliam que, se a renúncia for oficializada até a próxima semana, o Senado terá condições de analisar e votar o novo nome durante o esforço concentrado. O período foi definido pelo Congresso para a retomada das votações antes da interrupção das atividades legislativas em razão das eleições.
Bruno Dantas chegou ao TCU em 2014, indicado pelo Senado com apoio do então PMDB. Ele presidiu a Corte no biênio 2023-2024.