Domingo na Hora H

Guerra de marketing já começou

A campanha começou este ano no Rio Grande do Norte muito antes do que se costuma ver. Nem esperaram guardar as fantasias e as bandas de frevo terminarem de passar e já estão na rua os jingles e clipes de dois dos principais candidatos. Começou como sempre começa. Postagens de abraços e caminhadas pelo meio do povo com um jingle que sempre remete ao sertão , com imagens do interior em ritmo de forró. Álvaro Dias (Republicanos) mostrando um candidato em contato com as pessoas do sertão até o mar caminhando "junto com o povo pelo nosso RN".

Já o clipe de Allyson utiliza uma embolada mostrando a origem de família pobre mostrando o "menino sonhador que aprendeu no chão da difículdade" e trata logo de se apropriar do palavra trabalho. Pelo visto vai ser uma boa guerra de marketing para ver quem trabalhou mais. A comparação entre as gestões de Natal e Mossoró será inevitável. 

O pré-candidato Cadú Xavier, segue correndo atrás da bolha do PT.

Óbvio ululante

O prefeito Allyson Bezerra (União) disse o óbvio no evento de lançamento de sua candidatura disfarçado de "diálogo para discutir ideias para o Rio Grande do Norte". Vai renunciar até o final de março. Pela legislação ele teria até 3 de abril para deixar o cargo. 

Com a bandeira debaixo do braço

Pelo menos na pré-campanha, Allyson está usando a mesma estratégia da governadora de Pernambuco Raquel Lira. Sob o slogan o RN é a nossa bandeira, ele pretende percorrer o Estado para fazer campanha. Lá, a governadora Raquel anda com uma bandeira de Pernambuco para onde vai.

Por que não tu?

O vice-governador Walter Alves (MDB) disse que o candidato Allyson Bezerra vai precisar tomar decisões difícies e impopulares, caso ganhe a eleição. Ele citou o exemplo do pai, Garibaldi Filho, que quando foi governador cortou cargos, elimonou estruturas públicas e, segundo Waltinho fez as adutoras com esses recursos. Fica a pergunta: Por que ele mesmo não assume em abril cara pálida?

Mariana deu match com Allyson

Causou uma certa surpresa a presença da prefeita de Pau dos Ferros, Mariana  Almeida no evento do lançamento da candidatura de Allyson Bezerra. Ela que chegou a ser lembrada como possível candidata a vice de Cadu Xavier, deixou clara sua chapa: Allyson, Zenaide e Fátima. 

Fora do PT, no palanque de Allyson

Outra prefeita que estava na festa de Allyson foi a prefeita Andrezza Brasil, que foi eleita pelo PT, mas desde o ano passado deixou a legenda para se filiar ao PSD da senadora Zenaide Maia e confirmou o apoio ao candidato mossoroense. 

O Fábio Dantas de Fátima

Por falar nisso já existe entre os que analisam a política um sentimento de que Cadú Xavier, se vier mesmo a ser candidato, pode ser o Fábio Dantas de 2026. Nas eleições de 22, Fábio foi o boi de piranha para formar a chapa que tinha como objetivo eleger Rogério Marinho para o Senado. Agora, Cadú começa a ver os palanques se formarem com várias lideranças votando em Allyson e Fátima. 

É muita grana

Se tem um negócio que dá dinheiro é ser cantor hoje em dia. O Safadão vai embolsar R$ 1,2 milhão por cantar no "carnaval" de Natal. Um pouquinho mais do que o cantor potiguar Abiel que vai levar R$ 30 mil da Prefeitura de Natal para fechar a festa depois do Safadão. 

O plano das gestantes

O plano de saúde Viver Saúde virou o plano das gestantes de Natal. Recém lançado, o Viver Saúde não exige carência para partos o que atraiu aquelas que iriam depender das maternidades públicas da cidade. Na guerra do mercado, o plano já recebeu um bom quantitativo de mulheres que tem parto marcado para os próximos seis meses. 

Faltam vagas

Os funcionários do Huol e do Tribunal de Contas do Estado estão sem saber o que fazer. A STTU sem qualquer aviso ou comunicação, como é do seu jeito de ser, colocou placas de proíbido estacionar e de bicicletas nos dois lados da avenida Getulio Vargas. Se com as vagas já não tinha onde estacionar, imagine agora como os profissionais que trabalham nesses locais vão chegar ao posto de trabalho. 

Projetos adiados

O Rio Grande do Norte saiu na frente ao sancionar um Marco Legal próprio para o Hidrogênio Verde, criando um ambiente de segurança jurídica com o objetivo de atrair mais de R$ 100 bilhões em investimentos. No entanto, o otimismo esbarra no "banho de água fria" do mercado global. Projetos cruciais no estado, como o complexo industrial Alto dos Ventos (Nordex), orçado em R$ 13 bilhões, tiveram suas previsões de decisão final de investimento (FID) adiadas de 2027 para 2028.

Essa onda de cautela não é exclusividade potiguar: cinco grandes grupos da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde (Abihv) revisaram cronogramas, totalizando R$ 37 bilhões em projetos "congelados" temporariamente. O motivo? A instabilidade regulatória na Europa — principal compradora do nosso futuro combustível — e a demora na definição dos incentivos nacionais. Como define Fernanda Delgado, da Abihv, o Brasil demonstra maturidade nas regras, mas ainda depende de um mercado externo conturbado para que as pás eólicos e eletrolisadores finalmente comecem a girar em escala industrial.

Natal ficou de fora

Natal ficou de fora do pacote de R$ 2,5 bilhões anunciado pelo Governo Federal para a mobilidade urbana no Novo PAC. Enquanto cidades como João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB) garantiram fatias generosas para modernizar o transporte, a capital potiguar não foi contemplada nesta etapa. O investimento nacional prevê a compra de ônibus elétricos e veículos com tecnologia Euro 6, menos poluentes, além da construção de corredores exclusivos e VLTs. Ao todo, 14 iniciativas de renovação de frota foram aprovadas, priorizando a descarbonização em estados vizinhos como Bahia e Maranhão, deixando o passageiro natalense ainda à espera de recursos para o transporte público local.

Covid foi o vírus que mais matou em janeiro

Longe de ser o terror que foi durante a pandemia, o vírus SarsCov-2 foi o mais mortal no Brasil no mês de janeiro. Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado, Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada. 

A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.

Seu carro está te ouvindo

Esqueça cavalos-vapor; a nova meta das montadoras é o seu bolso. Fabricantes como a Ford já patenteiam sistemas que analisam conversas dentro do carro para sugerir cupons de desconto no painel do veículo. O monitoramento permite que as empresas chequem se você realmente estacionou no local anunciado após ver a oferta. Para dominar esse mercado de US$ 50 bilhões, marcas começam a barrar o Apple CarPlay e Android Auto, garantindo controle total sobre seus dados. No futuro breve, dirigir será sinônimo de navegar em um shopping center sobre rodas.

 O adeus ao cabo

 A TV por assinatura vive seu ocaso no Brasil, perdendo 61% de sua base desde o auge em 2014. Hoje, restam apenas 7,6 milhões de assinantes, enquanto o streaming já abocanha 37,5% da audiência nacional. As próprias operadoras aceleram esse fim, esvaziando canais lineares para priorizar plataformas como Globoplay e Disney+. No topo, a TV aberta resiste com 55,8% da preferência, mas o telespectador agora quer ser o próprio programador.

Super Bowl vs. Outros Gigantes

Se o Oscar é a noite do brilho e a Champions League é o ápice do futebol, o Super Bowl é o buraco negro que suga todo o orçamento de marketing. Enquanto 30 segundos no intervalo do Oscar custam cerca de US$ 2 milhões, o Super Bowl exige até US$ 10 milhões pelo mesmo tempo. O investimento total de uma marca no jogo (até US$ 29 milhões) superaria o custo de patrocinar diversas finais da Champions League, onde a audiência é global, mas o apelo comercial é mais fragmentado. O diferencial americano é o foco: 100 milhões de pessoas assistem ao Super Bowl pelos comerciais, transformando o gasto em um investimento em valor de marca e fidelidade (LTV) que nenhuma outra vitrine consegue replicar.

Anvisa amplia uso do Ozempic

A Anvisa autorizou novas indicações para a semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy), indo além do emagrecimento. Agora, o Wegovy passa a ser indicado para reduzir o risco de infarto e AVC em adultos com sobrepeso e doenças cardíacas já existentes. Já o Ozempic teve o uso estendido para pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, ajudando a frear a falência dos rins. Ao todo, 400 mil brasileiros morrem anualmente por problemas cardiovasculares.

Hospital faz primeiro transplante parcial de rosto

O Hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, realizou o primeiro transplante parcial de rosto do mundo a partir de uma doadora que solicitou eutanásia. Diferente de mortes inesperadas, o procedimento planejado permitiu o uso de tecnologias avançadas para reconstruir a face de uma paciente desfigurada por uma infecção grave. A equipe médica destacou que a previsibilidade do caso garantiu uma precisão inédita na cirurgia. O hospital espanhol reafirma seu pioneirismo, sendo o mesmo que realizou o primeiro transplante total de rosto em 2010.

 Novo prazo para a Lei Aldir Blanc

Atenção, gestores! O Ministério da Cultura prorrogou para 2 de março o prazo para a prestação de contas do 1º ciclo da Pnab (Lei Aldir Blanc). O Relatório de Gestão deve ser enviado via TransfereGov para evitar sanções e garantir novos repasses. Municípios com menos de 100 mil habitantes tiveram as regras simplificadas e estão dispensados de enviar dados pelo CultBR. Quem não executou os recursos até o fim de 2025 e não aderiu ao Ciclo 2 precisará devolver os saldos à União.

 Grandes bancos lucram 27 bi

Os gigantes bancários (Itaú, Bradesco e Santander) devem fechar o último trimestre de 2025 com lucros em ascensão, impulsionados pelo crédito firme. A grande exceção é o Banco do Brasil, que enfrenta turbulências devido à inadimplência no setor do agronegócio. No total, o grupo deve somar R$ 26,7 bilhões em lucro, mas o mercado olha além dos números: o foco agora são as projeções para 2026, ano marcado pela queda dos juros e pelas incertezas da eleição presidencial.

O dilema do ouro negro

O Brasil atingiu a marca histórica de 3,77 milhões de barris de petróleo por dia, um salto de 12% impulsionado pelo pré-sal. O setor garantiu um saldo comercial recorde de US$ 30 bilhões, consolidando o óleo como nosso principal produto de exportação. Enquanto a indústria defende o aproveitamento dessa riqueza para os próximos 13 anos, ambientalistas pedem cautela e o fim de novos leilões para acelerar a descarbonização.

Essa é daquelas notícias que parecem roteiro de Black Mirror, não é? Já ajustei o texto para a coluna, mantendo o tom de alerta que o tema pede.

 

 


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