A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR) cobra um posicionamento urgente do Governo do Estado diante da paralisação que atinge, desde a manhã desta segunda-feira (6), o sistema de transporte intermunicipal no Rio Grande do Norte.
O movimento, deflagrado por motoristas, já provoca a retirada de veículos de circulação e afeta diretamente o deslocamento de passageiros entre Natal, a Região Metropolitana e outros municípios do estado, sem previsão de normalização do serviço.
Segundo a entidade, a paralisação ocorre em meio a um cenário de grave desequilíbrio financeiro enfrentado pelas empresas do setor. Na semana passada, os operadores já haviam comunicado dificuldades para honrar integralmente a folha salarial de março, anunciando o pagamento escalonado ao longo desta semana.
A crise tem como principal fator o aumento contínuo no custo do diesel, que vem pressionando fortemente a operação. Apenas no último mês, o combustível registrou alta média de cerca de R$ 1,00 por litro — impacto que, em empresas com consumo mensal de aproximadamente 200 mil litros, representa um acréscimo de cerca de R$ 200 mil nas despesas.
O quadro, segundo a FETRONOR, já vinha sendo alertado há semanas, com risco iminente de colapso do sistema diante da escalada dos custos e da inviabilidade econômica das operações.
Além da pressão financeira, o movimento também é impulsionado por questões trabalhistas, como atraso no pagamento de salários e denúncias de demissões no setor, o que agravou o ambiente e levou à paralisação desta segunda-feira.
Diante desse cenário, a federação reforça a necessidade de medidas emergenciais por parte do Governo do Estado que possam mitigar os impactos da alta dos custos operacionais e garantir a continuidade do transporte intermunicipal — serviço considerado essencial para a população.
A entidade afirma que segue acompanhando a situação e se mantém aberta ao diálogo, mas alerta que, sem uma resposta rápida do poder público, o sistema pode enfrentar novas interrupções e um agravamento ainda maior da crise nos próximos dias.