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Ozempic nacional chega ao mercado a menos de R$ 300

O novo medicamento Ozivy chega ao mercado brasileiro com preço inferior ao de alternativas já consolidadas no tratamento da diabetes tipo 2.  à base de semaglutida. O valor informado pela fabricante para o esquema de manutenção fica em torno de 287 reais por mês no programa de venda direta. Nas farmácias, as doses iniciais podem chegar a 452 reais e a versão de 1 mg a cerca de 497 reais.

O medicamento é produzido pela farmacêutica EMS e marca a entrada de uma versão sintética da semaglutida no país. A autorização foi concedida pela Anvisa após análise de segurança e eficácia dos estudos apresentados. A liberação ocorre em um contexto de expansão do mercado de análogos de GLP 1 no tratamento da diabetes tipo 2. O movimento ganhou força após o fim da patente da semaglutida, que abriu espaço para novos fabricantes.

A substância atua de forma semelhante à do Ozempic, medicamento já conhecido no tratamento da doença. O efeito ocorre por meio do estímulo à produção de insulina no pâncreas. Também reduz a velocidade de digestão no estômago e interfere no controle do apetite no sistema nervoso central. O resultado esperado é a melhora do controle glicêmico e redução de peso em parte dos pacientes.

O uso é feito por aplicação subcutânea uma vez por semana, sempre no mesmo intervalo de dias. As áreas indicadas incluem abdômen, coxa e braço. Entre os efeitos adversos mais comuns estão náusea, diarreia, vômitos e dor abdominal. Também podem ocorrer constipação, tontura, fadiga e redução do apetite. Em alguns casos há reações no local da aplicação e episódios de hipoglicemia quando associado a outros medicamentos.

A EMS informou lote inicial de 500 mil canetas para o mercado brasileiro. A previsão é alcançar produção anual de até 40 milhões de unidades com investimento superior a 1,2 bilhão de reais. A empresa aposta em maior escala industrial para reduzir custos e ampliar acesso ao tratamento. A chegada do Ozivy reforça a disputa no segmento de medicamentos injetáveis para diabetes e obesidade no país.

 


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Heverton de Freitas