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Papa diz que não tem medo e mantém críticas à guerra

O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira que não teme o governo dos Estados Unidos, horas após ser alvo de críticas do presidente Donald Trump nas redes sociais. A declaração foi dada durante voo de Roma para a Argélia, primeira etapa de uma viagem de dez dias por países africanos.

Ao comentar os ataques, o pontífice disse que não deixará de defender publicamente a mensagem do Evangelho. Questionado sobre as publicações de Trump, respondeu de forma indireta, com ironia ao nome da plataforma usada pelo presidente, e evitou ampliar o confronto.

A reação ocorre após Trump classificar o papa como fraco no combate ao crime e alinhado a posições políticas liberais. O presidente também afirmou que o pontífice deveria se concentrar em sua função religiosa e não atuar em temas políticos.

Leão XIV, por sua vez, reforçou que não se vê como agente político e afirmou que suas declarações não têm como objetivo atacar líderes ou governos. Segundo ele, a missão do papado está ligada à defesa de princípios religiosos e à promoção da paz.

Nos últimos dias, o papa tem feito críticas à escalada militar envolvendo Estados Unidos e Irã. Ele também se distanciou de discursos que associam ações militares a justificativas religiosas, como declarações recentes do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth.

Durante a conversa com jornalistas, o pontífice afirmou que continuará se posicionando contra conflitos armados e defendendo o diálogo entre países. Disse que há um número crescente de vítimas civis em diferentes regiões do mundo e que é necessário buscar soluções diplomáticas.

A agenda internacional do papa inclui visitas à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. A viagem ocorre em meio ao aumento da tensão geopolítica e à troca pública de críticas entre o Vaticano e a Casa Branca.


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