O Rio Grande do Norte está entre os estados que pagam salários iniciais acima da média nacional aos professores da rede estadual. Em 2025, a remuneração de entrada no estado chegou a R$ 6.814 para uma jornada de 40 horas semanais, valor superior à média brasileira de R$ 6.212,36 e equivalente a cerca de 140% do piso nacional do magistério.
Os números fazem parte do levantamento “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, elaborado pelo Movimento Profissão Docente. O estudo aponta que o salário inicial médio pago pelas redes estaduais corresponde a 128% do piso nacional, fixado em R$ 4.867,77 naquele ano.
O levantamento mostra uma grande desigualdade entre os estados brasileiros. Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional, com remuneração inicial de R$ 13.007,12, enquanto o Rio de Janeiro aparece na última posição, pagando exatamente o piso nacional.
No caso potiguar, o desempenho salarial é resultado de uma estrutura de carreira que prevê progressões por tempo de serviço e qualificação profissional. A tabela remuneratória do magistério estadual estabelece diferentes níveis e classes, permitindo que professores com especialização, mestrado e doutorado ampliem os vencimentos ao longo da carreira.
Segundo o Movimento Profissão Docente, as diferenças salariais refletem não apenas a situação fiscal de cada estado, mas também a maturidade dos planos de carreira e a capacidade de investimento em educação.
Neste ano, os tribunais de contas de todo o país iniciaram uma ação conjunta para mapear os planos de carreira e remuneração dos professores das redes públicas estaduais e municipais. O trabalho é coordenado pelo Instituto Rui Barbosa, em parceria com o Movimento Profissão Docente, e reúne informações sobre ingresso na carreira, progressão funcional, carga horária e salários.
No Rio Grande do Norte, o levantamento é conduzido pelo Tribunal de Contas do Estado, que prorrogou o prazo para o envio das informações por parte dos municípios e do governo estadual. Os dados servirão para traçar um panorama nacional sobre a valorização do magistério e os desafios para atrair e manter profissionais na educação pública.