O Rio Grande do Norte passou a abrigar oficialmente o maior projeto solar da ENGIE Brasil no mundo. O Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, instalado no município de Assú, alcançou 100% de operação comercial no último dia 13 de fevereiro, consolidando um investimento de R$ 3,3 bilhões e reforçando o papel do Estado na estratégia nacional de expansão das renováveis.
Com capacidade instalada de 895 MWp (753 MWac) e 229,6 MW médios integralmente destinados ao Mercado Livre de Energia, o empreendimento tem potencial para abastecer uma cidade de aproximadamente 850 mil habitantes. A entrada plena em operação ocorre após a conclusão das obras em dezembro, dentro do cronograma e do orçamento previstos pela companhia.
O ativo já vinha impactando os números da empresa antes mesmo da liberação total para operação comercial. No início de fevereiro, a ENGIE Brasil registrou recorde de geração solar, alcançando 1.400 MW. Assú Sol respondeu por metade desse volume, evidenciando o peso do complexo na carteira da companhia.
Para o CEO da ENGIE Brasil, Eduardo Sattamini, a entrega do projeto reforça a capacidade de execução da empresa em empreendimentos de grande porte. Segundo ele, o ativo simboliza a estratégia de crescimento sustentável no país e contribui para a diversificação da matriz elétrica brasileira, ampliando a participação de fontes renováveis no sistema.
O projeto ocupa uma área licenciada de 2.344 hectares e reúne mais de 1,5 milhão de módulos fotovoltaicos, interligados por cerca de 12 mil quilômetros de cabos e 53 quilômetros de vias internas. A conexão ao sistema elétrico ocorre por meio de uma linha de transmissão dedicada de aproximadamente um quilômetro até a subestação.
Durante a fase de implantação, a empresa adotou tecnologias consideradas inovadoras no setor, como mapeamento aéreo com drones, uso de motoniveladoras automatizadas integradas a modelos digitais em 3D e a aplicação, de forma pioneira no Brasil, de cravadora automática de estacas em projetos fotovoltaicos. A estratégia buscou elevar a produtividade e reduzir riscos operacionais, com ganhos em precisão e segurança.
Além do investimento industrial, foram destinados cerca de R$ 50 milhões a iniciativas socioambientais ao longo da implantação e da entrada em operação, sendo R$ 8,9 milhões voltados a ações diretas em Assú. Entre as iniciativas estão construção de escola, unidade básica de saúde, cozinha comunitária, quadra poliesportiva, apoio à agricultura familiar, doação de trator e implementos agrícolas, além de projetos específicos como o Plano de Ação Quilombola da comunidade de Bela Vista Piató.