O Rio Grande do Norte deve ganhar uma nova produção de gás natural a partir de janeiro de 2027. A petroleira independente Aguila Energia prepara o início das operações no campo de Caboclinho Branco, na Bacia Potiguar, como parte da estratégia de gerar caixa e ampliar seus investimentos no Nordeste. A informação é da agência Eixos.
A empresa foi a principal compradora de blocos terrestres no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessões da ANP, realizado na semana passada. Ao todo, adquiriu 12 áreas exploratórias, sendo seis na Bacia Potiguar, no RN, e quatro na Bacia do Recôncavo, na Bahia.
De acordo com o diretor-executivo da companhia, Blener Mayhew, o foco imediato é desenvolver reservas já descobertas antes de avançar para novas perfurações exploratórias.
No Rio Grande do Norte, o plano inicial está concentrado na produção de gás natural no campo de Caboclinho Branco, com possibilidade futura de exploração de petróleo. A monetização do gás deverá ocorrer por meio de carretas de gás natural comprimido (GNC), alternativa para áreas sem ligação à malha nacional de gasodutos.
A Aguila também adquiriu a área de acumulação marginal de Graúna, igualmente localizada na Bacia Potiguar. A estratégia da empresa é investir em ativos considerados pequenos para os padrões da Petrobras, mas economicamente viáveis para operadores independentes.
A companhia pretende investir cerca de R$ 80 milhões nos próximos 12 meses em perfuração e desenvolvimento de campos na Bahia e no Rio Grande do Norte. A expectativa é que os recursos sejam financiados principalmente pelo fluxo de caixa gerado pela própria produção.
Além do RN e da Bahia, a empresa chamou atenção ao adquirir dois blocos exploratórios na Bacia do Tacutu, em Roraima, considerada uma nova fronteira petrolífera próxima à região produtora da Guiana.
Fonte: Agência Eixos.