O Papa Leão XIV encerrou oficialmente o Jubileu da Esperança ao fechar a Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo um dos maiores eventos religiosos dos últimos anos. Ao longo de 2025, 33,4 milhões de peregrinos passaram por Roma, superando em cerca de 2 milhões a expectativa inicial do Vaticano.
O Brasil ficou em 4º lugar no ranking de países com maior presença, atrás apenas de Itália, Espanha e França, reforçando o peso do país no catolicismo global. A mobilização chamou atenção não apenas pelos números, mas pelo perfil dos participantes, com forte presença de jovens e famílias.
Criado em 1300, o Jubileu é celebrado a cada 25 anos e simboliza um período extraordinário de reconciliação e renovação espiritual. A travessia da Porta Santa, aberta apenas durante o Ano Santo, representa esse rito de passagem. Com o encerramento, a porta é novamente selada até o próximo Jubileu.
Ao adotar o tema “Esperança”, a Santa Sé fez uma leitura direta do cenário internacional marcado por guerras, crises econômicas e instabilidade social. Em discursos ao longo do ano, o papa associou o sentido espiritual do Jubileu a desafios concretos do mundo contemporâneo.
O encerramento do Ano Santo não representa apenas o fim de um calendário religioso, mas um termômetro do papel que a fé ainda ocupa em um mundo em transformação.
Após a cerimônia final, a Porta Santa é novamente fechada e selada com tijolos, permanecendo assim até o próximo Jubileu ordinário. O gesto marca o fim de um tempo excepcional, mas também reforça a ideia de continuidade: a esperança celebrada em Roma deve, agora, ser vivida fora dela.