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Zema quer acabar com CLT, privatizar o Banco do Brasil e fazer reforma da Previdência, vota quem quer

Pré candidato a preisdência da República, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, propõe vender todas as estatais, inclusive Banco do Brasil e Petrobras, o fim da CLT com o trabalhador passando a receber por hora trabalhadas e não mais salário fixo mensal e o que chama de reforma da Previdência permanente. 

A coordenação da parte econômica está a cargo do empresário Carlos da Costa, que foi secretário especial de Produtividade na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia no governo Bolsonaro (PL).

"A gente tem um mantra: fazer o brasileiro prosperar e o dinheiro voltar a valer", diz Costa ao Painel. "O brasileiro está trabalhando, mas não prospera, não está conseguindo investir. As despesas não estão cabendo no bolso", acrescenta.

Ele diz que o principal eixo é reduzir o custo Brasil, nome dado à carga de impostos e regulações que pesam sobre o setor produtivo.

"As empresas têm dificuldade de empregar mão de obra qualificada, o custo do capital é exorbitante, a infraestrutura é cada vez pior. Empreender ficou muito difícil", diz o coordenador.

Outra prioridade é fazer uma redução radical de gastos do governo, incluindo de ministérios. "Não vamos poupar as joias da coroa dos burocratas".

O projeto prevê ainda "libertar o trabalhador do governo". Nesse ponto, entra a ideia de jornada de trabalho por hora, que vai na direção oposta a propostas de regulação, como o fim da escala 6 x1. "Hoje o governo fica com grande parte do que o trabalhador produz. Cada vez mais o brasileiro é empurrado para a informalidade. No pagamento por hora, cada um trabalha o quanto bem entender. Isso viria acompanhado da desoneração total da folha salarial", afirma.

Para ajudar a reduzir a dívida pública, haveria a privatização total das empresas estatais, algo que o próprio Guedes prometeu na eleição de 2018, mas não conseguiu cumprir.

O erro, diz Costa, foi não ter aproveitado o bônus político do começo do mandato para tomar as medidas mais polêmicas. "Aprendemos que esse tipo de coisa tem que fazer no começo do governo. Quando entramos, a gente não sabia governar", diz.

No caso da Previdência, a ideia é estabelecer uma regra permanente para que o número de brasileiros que contribuem para sustentar os aposentados fique permanente. "Com os brasileiros vivendo mais, a Previdência vai ter que se ajustar sempre. É preciso fazer isso para não ter que fazer reforma a cada 5 ou 10 anos. 

Por fim, o programa de Zema vai defender uma abertura comercial total para o resto do mundo, com novos acordos, sempre no âmbito do Mercosul.

 

 
 
 

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