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Adolescentes driblam lei que proíbe redes sociais na Austrália

Seis meses após a Austrália se tornar o primeiro país a proibir o acesso de menores de 16 anos às principais redes sociais, a medida ainda enfrenta dificuldades para produzir os resultados esperados. Reportagem da jornalista Victoria Kim, publicada pelo The New York Times, mostra que a maioria dos adolescentes continua usando plataformas como Instagram, TikTok e Snapchat.

Segundo o órgão regulador responsável pela fiscalização, cerca de sete em cada dez pais afirmam que jovens entre 13 e 15 anos conseguiram manter suas contas ou criar novos perfis, apesar da proibição. Os próprios adolescentes dizem que os sistemas de verificação de idade são fáceis de contornar, utilizando estratégias simples para enganar as plataformas.

A situação frustrou muitos pais, que esperavam que a nova legislação reduzisse a pressão dos colegas para que seus filhos estivessem nas redes sociais. Na prática, porém, a maioria dos amigos continua conectada, o que enfraquece o efeito da lei.

As autoridades australianas abriram investigações contra empresas como Facebook, Instagram, TikTok, Snapchat e YouTube para apurar se elas estão cumprindo as exigências legais. A legislação prevê multas de até 49,5 milhões de dólares australianos para as plataformas que não adotarem medidas eficazes de controle.

Apesar das dificuldades, parte das famílias acredita que os resultados poderão aparecer no longo prazo, à medida que as crianças mais novas cresçam em um ambiente em que o acesso às redes sociais antes dos 16 anos deixe de ser visto como algo normal.

Com informações de Victoria Kim, do The New York Times.


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