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Aéreas europeias baixam o preço das passagens enquanto tarifas sobem no Brasil

Enquanto companhias aéreas brasileiras sobem o preço das passagens alegando aumento de custos pela guerra no Oriente Média, na Europa as companhias aéreas reduziram preços para estimular reservas abaixo do esperado para a chegada do verão europeu. Aqui, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram alta nas tarifas domésticas no primeiro trimestre de 2026, pressionadas pelo aumento dos custos do setor e pela escalada do petróleo no cenário internacional.

Segundo a Anac, o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 707,16 em março, alta de 17,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O yield, indicador que mede o valor pago por quilômetro voado, avançou 19,4%, atingindo R$ 0,5549.

Os números contrastam com o cenário europeu. Por lá, empresas passaram a oferecer descontos em rotas turísticas do Mediterrâneo após o fechamento do estreito de Hormuz provocar temor de escassez de combustível de aviação e possíveis cancelamentos de voos durante o verão europeu.

A crise no Oriente Médio afetou diretamente o petróleo e derivados usados pela aviação. O barril do tipo Brent acumula forte valorização desde o agravamento do conflito, aumentando a pressão sobre os custos operacionais das companhias aéreas em todo o mundo.

Na Europa, porém, o receio dos passageiros levou a uma desaceleração nas reservas. Para evitar queda na ocupação dos aviões, empresas reduziram preços em dezenas de rotas. Em alguns trechos europeus, as tarifas chegaram a cair mais de 40%.

No Brasil, a demanda doméstica continua aquecida e a concentração do mercado em apenas três empresas permitiu repasse maior dos custos ao consumidor. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos apontam que mais de 33,5 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos e internacionais no primeiro trimestre, alta de 7,7% sobre o mesmo período de 2025.


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