Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte voltaram nesta terça-feira, 22, à rotina de reuniões, visitas e mobilizações. Sem o confronto direto dos debates que se multiplicam, Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) passaram o dia em agendas com setores específicos e levaram para esses encontros temas diferentes da campanha.
Allyson esteve com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), onde tratou de turismo, infraestrutura, investimentos e licenciamento. A entidade está promovendo uma rodada de encontros com os candidatos. Cadu participará da mesma agenda nesta quarta-feira e Álvaro terá uma nova data, depois de não comparecer ao encontro previsto para segunda-feira.
Na reunião, Allyson colocou o turismo dentro de uma discussão mais ampla sobre ambiente de negócios. Prometeu acelerar licenciamentos e afirmou que pretende fazer o Estado emitir licenças mais rapidamente que a Paraíba já no primeiro ano de governo. Também defendeu investimentos em infraestrutura, promoção dos destinos e interiorização do turismo.
Cadu concentrou a manhã na segurança pública e no funcionalismo. Em reunião com policiais civis e aposentados, voltou a uma questão que deve acompanhar sua campanha até a eleição. Como ex-secretário da Fazenda e candidato apoiado pela governadora Fátima Bezerra, ele precisa apresentar propostas para o serviço público ao mesmo tempo em que responde pelo desempenho de uma administração da qual participou por sete anos. A situação fiscal do Estado já entrou no centro dos ataques de Allyson e é um dos pontos mais delicados para o candidato petista.
Na agenda com o Sinpol, Cadu prometeu nomear os 150 policiais civis aprovados que concluíram o curso de formação e reafirmou a defesa de reajustes pelo IPCA para os servidores. Também voltou a falar em mudanças na contribuição patronal dos demais Poderes para ajudar a equilibrar o sistema previdenciário.
Álvaro escolheu a indústria. Visitou pela manhã a fábrica da Guararapes, em Natal, e depois seguiu para o Seridó, onde tinha previstas visitas a fábricas de confecções e caravana por municípios da região. A agenda retoma um eixo recorrente de sua campanha, a defesa da indústria como instrumento de geração de empregos e atração de investimentos.
É nesses encontros que propostas mais específicas, como licenciamento, política salarial, concursos e estímulo à indústria, começam a substituir o discurso mais amplo dos debates e dos atos de campanha.