O avanço da energia solar no Rio Grande do Norte ganhou novos capítulos nos últimos dias. A CPFL Energias Renováveis recebeu do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) autorizações especiais para a realização de sondagens geotécnicas destinadas a três parques fotovoltaicos no interior do estado.
Em Parazinho, foram autorizadas sondagens para dois empreendimentos: o Parque Fotovoltaico Balão de Dols, em área de 1,02 hectare, com seis sondagens previstas, e o Parque Fotovoltaico Cordel, onde serão executadas três sondagens em uma área de 0,62 hectare. Já em São Miguel do Gostoso, a autorização contempla cinco sondagens para o Parque Fotovoltaico Zambe, em área de 0,78 hectare.
As sondagens geotécnicas são etapas preliminares do processo de implantação. Servem para avaliar as condições do solo e a viabilidade técnica das estruturas que sustentarão os painéis solares. Embora ainda não representem o início das obras, indicam que os projetos estão avançando na fase preparatória do licenciamento ambiental.
A concentração de dois projetos em Parazinho chama atenção. O município já é um dos principais polos de geração eólica do estado e pode ampliar sua vocação energética com a consolidação da fonte solar, reforçando a diversificação da matriz renovável local.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão da geração fotovoltaica no estado. Nesta semana, o Rio Grande do Norte ganhou um dos maiores marcos recentes do setor com a entrada em operação do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, da ENGIE Brasil Energia, no município de Assú. O empreendimento recebeu investimento da ordem de R$ 3,3 bilhões e tem capacidade instalada de 895 MWp, consolidando-se como o maior parque solar da companhia no mundo e um dos maiores do país.
O cenário reforça uma tendência: o RN, já líder nacional em geração eólica, amplia sua presença também na fonte solar centralizada. A combinação de grandes complexos em operação com novos projetos em fase de estudos indica que o estado permanece no radar dos principais investidores do setor elétrico.
Ainda não foram divulgados dados sobre potência instalada ou volume de investimento previstos para os projetos da CPFL. Essas informações costumam ser detalhadas nas etapas seguintes do licenciamento e da obtenção de outorga junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Se confirmados, os novos empreendimentos deverão reforçar a posição do Rio Grande do Norte como um dos protagonistas da transição energética no país, ampliando a geração de energia limpa e movimentando a economia dos municípios do interior.