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Empresa de energia com atuação no RN entra com pedido de Recuperação Judicial

A Thopen Energy entrou com pedido de recuperação judicial após acumular cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas, em uma crise que alcança também os negócios da empresa no Rio Grande do Norte. A companhia possui usinas solares no Estado e vinha estruturando novos projetos de geração distribuída.

O pedido de recuperação judicial ocorre poucas semanas depois de a empresa ter recorrido à Justiça para obter proteção contra credores. Na ocasião, a Thopen afirmou ao Estadão que a medida buscava criar um ambiente “estável e estruturado” para a negociação dos valores devidos.

A companhia também declarou que continuava operando normalmente e que os compromissos com clientes e colaboradores permaneciam inalterados. Procurada novamente após o pedido de recuperação judicial, a empresa não respondeu aos questionamentos.

A presença da Thopen no RN ganhou força em 2025, quando a empresa inaugurou usinas em Santa Cruz, Parelhas e Senador Elói de Souza. Os três empreendimentos somam 6,44 MWp de potência instalada e foram apresentados como parte de uma estratégia de expansão da companhia no Estado.

Na época, a empresa anunciou a intenção de investir R$ 107 milhões no Rio Grande do Norte até 2026 e chegar a 13 usinas no Estado. Esse valor, porém, foi apresentado como projeção e não há, até agora, informação pública atualizada que permita confirmar se os R$ 107 milhões foram ou estão sendo efetivamente investidos. Documentos societários divulgados pela própria companhia mostram que a Thopen Solar 10 incorporou, em janeiro de 2026, as operações das usinas Parelhas, Rodrigues I, Senador I, Itajá I, Rodrigues II e outro ativo identificado como UFV VIP Air. 

Essa diferença é importante diante da recuperação judicial. O processo deverá esclarecer a situação financeira das empresas que controlam os empreendimentos e a relação entre os ativos operacionais e as dívidas da companhia.

No caso da UFV Itajá, por exemplo, documentos de mercado registram um projeto de 2 MW cuja necessidade total de recursos foi estimada em R$ 13,6 milhões. O projeto começou a ser estruturado antes de 2026, portanto esse valor não pode ser tratado como investimento realizado neste ano. 

A recuperação judicial não implica automaticamente a paralisação das usinas. A continuidade dos empreendimentos dependerá da estrutura societária de cada ativo, dos contratos existentes e das condições que forem estabelecidas no processo de reestruturação das dívidas.

 


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