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No segundo turno, Cadu aposta na rua, Allyson busca ampliar apoios

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte entrou o segundo turno com duas estratégias distintas. Enquanto o candidato do PT, Cadu de Lula, concentra sua agenda em caminhadas, carreatas e atos de mobilização popular, o candidato do União Brasil, Allyson Bezerra, tem dedicado boa parte do segundo turno à busca de apoios políticos que estavam com Álvaro Dias no primeiro turno. 

Desde o fim do primeiro turno, Allyson também passou a apresentar uma série de compromissos sob o formato de "uma proposta por dia". Entre as medidas anunciadas estão a realização de concursos públicos, a criação de Casas do Autista em cidades-polo do estado e a implantação de um Cinturão de Segurança Pública com integração entre policiamento, tecnologia e inteligência.

Os anúncios têm servido para manter o candidato em evidência nas redes sociais e na imprensa. O que ainda não apareceu, porém, são explicações mais detalhadas sobre a execução das propostas. Em temas que envolvem despesas permanentes, como novos concursos, ampliação de serviços públicos e investimentos em segurança, Allyson ainda não apresentou estimativas de custos ou fontes de financiamento diante de um Estado com forte restrições fiscais. 

Paralelamente, o candidato também tem investido esforço na ampliação de sua base política para a reta final da campanha. O movimento ocorre após anunciar neutralidade na disputa presidencial, uma decisão que busca preservar apoios de diferentes correntes políticas reunidas em torno de sua candidatura, mas o alvo tem sido prefeitos, deputados e lideranças que apoiaram o candidato do PL no primeiro turno. 

Do outro lado, Cadu de Lula escolheu um caminho diferente. Sua campanha aposta na ocupação das ruas para demonstrar força eleitoral e capacidade de mobilização. O principal momento dessa estratégia ocorreu com a visita do presidente Lula a Natal, em evento que reuniu milhares de apoiadores no bairro do Alecrim e se transformou no maior ato político da campanha petista até agora.

Após a passagem de Lula pelo estado, Cadu manteve um ritmo intenso de atividades de rua. Caminhadas, carreatas e encontros populares em bairros de Natal passaram a ocupar o centro da agenda do candidato, que busca associar sua candidatura à popularidade do presidente e à mobilização de militantes e simpatizantes.

Cadu investe na busca do voto que foi para Lula no primeiro turno, mas não digitou o 13 na disputa pelo governo do Estado. Um aposta na construção de uma agenda para o futuro; o outro tenta transformar a energia das ruas em votos.

Os dois terminaram o primeiro turno com Allyson na frente, mas Cadu subiu na reta final e terminou a primeira parte da campanha praticamente empatado com o candidato do União Brasil.

 


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