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Trump ataca o papa Leão XIV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar tensão internacional ao atacar publicamente o papa Leão XIV em redes sociais. A declaração foi publicada após uma série de apelos do pontífice por paz em conflitos recentes, incluindo a escalada envolvendo o Irã.

Na mensagem, Trump afirmou que o papa deveria ser grato por sua eleição, sugerindo que a escolha teve motivação política por ele ser americano. Disse ainda que, sem sua presença na Casa Branca, Leão XIV não teria chegado ao Vaticano.

O presidente também classificou o papa como fraco no combate ao crime e criticou sua atuação em política externa. Em tom irônico, declarou preferência pelo irmão do pontífice por seu alinhamento com o movimento conservador nos Estados Unidos.

As declarações ocorreram após um fim de semana em que Trump participou de eventos privados e acompanhou uma luta de artes marciais mistas em Miami. Questionado por jornalistas, reforçou as críticas e chegou a insinuar que o papa seria permissivo com crimes e alinhado a posições liberais.

A reação expôs o contraste entre os dois líderes. Enquanto o papa tem feito discursos em defesa da paz e contra o uso da religião para justificar guerras, Trump tem adotado postura mais agressiva, inclusive com ameaças diretas ao Irã.

Em março, o pontífice criticou o uso do nome de Jesus em contextos de conflito armado. Em declarações públicas, afirmou que a fé não pode ser usada para legitimar guerras. Já no Domingo de Páscoa, pediu o fim de disputas e a busca por soluções pacíficas em um mundo marcado por crises.

A tensão aumentou após Trump defender ações militares sem aval do Congresso e sem apoio amplo de aliados internacionais. O papa reagiu, classificando esse tipo de ameaça como inaceitável e contrária ao direito internacional.

Nos Estados Unidos, líderes católicos saíram em defesa do pontífice. O arcebispo Paul S. Coakley lamentou o tom das declarações do presidente e ressaltou que o papa não atua como agente político, mas como líder espiritual.

Padres e intelectuais católicos também criticaram o conteúdo das falas, apontando excesso e falta de respeito institucional. O episódio amplia o distanciamento entre a Casa Branca e o Vaticano em um momento de instabilidade internacional.


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