A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) perdeu oito posições no ranking 2026 do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), passando da 951ª para a 959ª colocação entre as melhores instituições de ensino superior do planeta.
A queda acompanha uma tendência observada em grande parte das universidades brasileiras. Das 52 instituições do país incluídas na lista deste ano, 45 perderam posições, o equivalente a 87% do total. Apenas cinco avançaram no ranking e duas permaneceram estáveis.
O levantamento avalia mais de 21 mil universidades em todo o mundo e classifica as duas mil melhores. Os critérios incluem desempenho acadêmico de ex-alunos, qualificação do corpo docente, produção científica e empregabilidade dos graduados.
Segundo o CWUR, a principal fragilidade das universidades brasileiras está na área de pesquisa. Ao todo, 44 instituições do país registraram queda nesse indicador, que considera volume de publicações, presença em periódicos de destaque e impacto das pesquisas medido por citações científicas.
Para o presidente do CWUR, Nadim Mahassen, o resultado reflete anos de financiamento insuficiente para a educação superior e para a pesquisa científica, além da crescente competição internacional com universidades de países que ampliaram os investimentos no setor.
Mesmo com o recuo, a UFRN permanece entre as mil melhores universidades do mundo. No cenário nacional, a liderança continua com a Universidade de São Paulo (USP), seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também registraram queda de posições nesta edição do ranking.
O desempenho brasileiro contrasta com o avanço de países como a China, onde 98% das universidades avaliadas melhoraram suas posições, impulsionadas por políticas de investimento contínuo em ensino superior e pesquisa.