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Sem comando

O Solidariedade deixou de ter direção estadual no Rio Grande do Norte após a Executiva local decidir devolver à Direção Nacional o comando da legenda. A medida, anunciada em comunicado divulgado pelo partido, encerra um ciclo iniciado em 2013 e transfere para a cúpula nacional a responsabilidade de definir o futuro da sigla no Estado às vésperas das eleições de 2026.

Com a decisão, o partido passa a ser administrado diretamente pela Executiva Nacional, que poderá nomear uma nova comissão provisória para reorganizar a legenda e conduzir as articulações políticas no Rio Grande do Norte.

Embora o comunicado atribua a decisão ao encerramento momentâneo das atividades da direção estadual, o movimento ocorre após a saída do ex-deputado estadual Kelps Lima do Solidariedade. Principal articulador da legenda desde sua criação no Estado, Kelps deixou o partido para se filiar ao União Brasil. Mesmo após a mudança de filiação, era seu grupo político que mantinha o controle da estrutura partidária no Rio Grande do Norte.

A vacância do comando estadual abre espaço para uma disputa nos bastidores. Caberá agora à Direção Nacional decidir se entregará a legenda a um novo grupo político, manterá uma comissão provisória por tempo determinado ou promoverá uma ampla reorganização da sigla antes do processo eleitoral.

Fundado em 2013, o Solidariedade participou de todas as eleições realizadas no Rio Grande do Norte desde sua criação, lançando candidatos aos cargos de vereador, prefeito, vice-prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador e governador.

Ao longo desse período, o partido acumulou resultados relevantes. Em 2016, ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Natal. Em 2020, elegeu o prefeito de Mossoró. Em 2022, alcançou a segunda colocação na eleição para governador. Em 2024, conquistou a Prefeitura de Parnamirim.

No comunicado, a direção estadual afirma que uma das marcas do partido foi estimular o surgimento de novas lideranças políticas fora dos grupos tradicionais. O texto destaca que políticos que passaram pelo Solidariedade chegaram a administrar as três maiores cidades do Rio Grande do Norte em momentos distintos, referindo-se a Natal, Mossoró e Parnamirim.

Sem direção constituída no Estado, o Solidariedade dependerá agora das decisões da Executiva Nacional para voltar a atuar de forma organizada no cenário político potiguar e definir qual grupo conduzirá a legenda nas eleições deste ano.


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Heverton de Freitas