faça-uma-ilustração-horizontal-na-qual-apareçam-ho.jpg

A Guerra das Nominatas 1

Faltando menos de 20 dias para o fim do prazo para a mudança partidária de quem pretende disputar as eleições deste ano, os bastidores da política registram uma verdadeira guerra para a formação de nominatas. Montar chapas competitivas para deputado federal ou estadual tornou-se um dos maiores desafios do sistema partidário, resultado direto do fim das coligações proporcionais, do aumento do peso eleitoral de quem já exerce mandato e do endurecimento das regras de sobrevivência partidária.

Já são vários os casos de candidatos que obtiveram muitos votos mas acabaram sem uma cadeira no parlamento porque a nominata que escolheram não conseguiu votos suficientes. O caso mais notório aqui no RN foi o do ex-governador Garibaldi Filho que obteve mais de 92 mil votos, quase 5% dos votos válidos, mas não se elegeu porque o MDB não conseguiu o coeficiente eleitoral.

Nas eleições de 2022, o coeficiente eleitoral no Rio Grande do Norte para deputado federal foi de 233 mil votos e para deputado estadual de 77.710. 

Neste ano, a realidade se impõs e reduziu drasticamente o número de partidos capazes de organizar chapas com real potencial de eleição. Hoje, pré-candidatos considerados competitivos têm basicamente três destinos possíveis: a federação formada por PT, PV e PCdoB; a federação União/Progressistas, ou o PL. Esses três polos concentram estrutura partidária, lideranças regionais e densidade eleitoral suficiente para atingir o quociente necessário para eleger deputados estaduais e federais.

Cada uma dessas frentes apoia um grupo diferente na disputa majoritária. Mas há uma disputa entre os partidos que apoiam Allyson Bezerra e os que apoiam Álvaro Dias na formação da chapa proporcional. Já que a outra chapa, de esquerda, é mais ideológica.

O lado mais explícito dessa disputa está na tentativa de vereadores de Natal do União Brasil e PP de deixarem seus partidos para se aliarem ao PL ou Republicanos que deve ser assumido pelo deputado Ezequiel Ferreira. Camila Araújo, Robson Carvalho, do União Brasil, e Eriko Jácome, do PP, pretendem disputar uma vaga na Assembleia e estavam de malas prontas para o PL ou Republicanos. Mas o União Brasil já disse que não irá liberar nenhum filiado que queira deixar na legenda. Na prática significa que os vereadores, se deixarem o partido, podem até perder os mandatos na Câmara de Vereadores. O mesmo acontece com o PP. O presidente do partido, João Maia, já comunicou ao próprio Érico Jácome, que preside o partido em Natal, que qualquer liberação para mudança de partido dependerá dele próprio ou do Diretório Nacional.

Essa pressão é uma forma de forçar que esses vereadores, caso queiram ser candidatos à Assembleia, o sejam pela nominata que será formada pela Frente União Brasil/PP.

Como consequência dessa disputa, também Nina Souza, esposa do prefeito Paulo Freire, fica impedida de deixar o União Brasil sem colocar seu mandato de vereadora em risco. Mas como ela é considerada uma candidata eleita no PL, caso venha a perder o mandato na Câmara dos Vereadores ficaria sem mandato por poucos meses já que no começo do próximo ano assume a vaga que foi de Paulinho na Câmara Federal.

Veja mais no post a seguir 

 


Notícias relacionadas

Mais lidas

Perfil

Foto de perfil de Heverton Freitas

Heverton de Freitas