kelps.jfif

A Guerra das Nominatas 3

Essa situação de apenas três chapas com a maioria dos concorrentes com chances de serem eleitos é ainda mais clara na disputa para deputado federal com os atuais detentores de mandato dispondo ao longo do mandato de mais de R$ 200 milhões de emendas para destinar para seu eleitorado, repetindo o que aconteceu em 2022 quando o PL elegeu 4 deputados, o PT, elegeu dois e o União Brasil elegeu os outros dois. 

Os oito atuais deputados tentam a reeleição. Pela legislação cada partido ou federação pode apresentar nove candidatos. Até agora, a Federação e o PL já têm os nomes definidos. A Federação aposta na eleição de três deputados, Natália Bonavides e Fernando Mineiro (PT) e Doutor Bernardo (PV), podendo chegar ao quarto nome caso se confirme a candidatura de Thabata Pimenta que tenta anuência para deixar o Psol, onde teria poucas chances de conseguir o coeficiente, para ingressar no PV. A Frente ainda tem o ex-prefeito de Currais Novos, Odon Junior, as vereadoras Samanda Alves e Brisa Bracchi, a funcionária pública, Marleide de Mossoró e vê a possibilidade do ex-deputado Rafael Mota se filiar ao PC do B para ser candidato.

Já o PL conta com os atuais deputados General Girão, Carla Dickson e Sargento Gonçalvez, além da vereadora Nina Souza e outros que irão compor a nominata. O partido espera eleger ao menos 3 desses quatro nomes, principais.

Já o grupo União Brasil/PP tem os deputados João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria. O grupo poderá contar ainda com o vereador Matheus Faustino e busca um nome feminino para cumprir a legislação.

A procura de um partido

Além desses, um nome considerado competitivo que corre por fora e se tornou uma espécie de coringa é o do ex-deputado Kelps Lima. Filiado ao Solidariedade, ele esteve esta semana em Brasília com o presidente do partido, Paulinho da Força visitando o presidente da Câmara Hugo Mota, que é filiado ao Republicanos, mas também mantém conversas com o União Brasil. A partir daí seu nome passou a ser o mais especulado.

Entre as alternativas estaria a entrada dele na nominata da frente União Progressista, pela qual irá “brigar”, com os atuais três deputados, por uma das 3 vagas que, caso se confirme a filiação dele, a Frente deve obter. Nas eleições passadas, Kelps teve 79 mil votos, mas não se elegeu justamente porque o partido não obteve o coeficiente eleitoral.

Agora, ele aposta que pode aumentar a votação contando com o apoio de nomes que em 22 estimulou saíssem candidato a federal pelo Solidariedade para tentar conseguir o coeficiente. São nomes como o da prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, que foi candidata a federal e obteve 27 mil votos, do próprio Allyson Bezerra, que em 22 apoiou o presidente da Câmara de Mossoró, Lawrence Amorim, que chegou a 57 mil votos, e do vereador Francisco de Assis, o Tê, que foi presidente da Câmara de Assu.

A outra hipótese seria ele ter a companhia de Benes Leocádio no Republicanos ou no próprio Solidariedade com a esteira de outros nomes que seriam costurados pelo presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira. O problema ai é que essa nominata no máximo elegeria um representante e nesse caso Kelps e Benes iriam de toda forma “brigar” por esse vaga.

As próximas semanas  prometem novidades. 

 

  

 


Notícias relacionadas

Mais lidas

Perfil

Foto de perfil de Heverton Freitas

Heverton de Freitas