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ANP confirma leilão com blocos de petróleo na Bacia Potiguar

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou a realização do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), marcado para 7 de outubro de 2026, com a inclusão de blocos da Bacia Potiguar entre as áreas disponíveis para exploração de petróleo e gás natural. O cronograma oficial foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União.

Ao todo, a ANP disponibilizou 495 blocos exploratórios em diversas bacias sedimentares do país. No Rio Grande do Norte, os ativos ofertados estão concentrados na Bacia Potiguar, principal polo produtor terrestre de petróleo do Brasil.

Os blocos potiguares fazem parte do regime de concessão, modalidade em que empresas assumem o risco da exploração e, em caso de descoberta comercial, passam a pagar participações governamentais, royalties e bônus de assinatura à União.

Diferentemente do Ceará, que terá áreas offshore em águas profundas associadas à Margem Equatorial, os blocos do Rio Grande do Norte possuem perfil predominantemente terrestre e voltado à exploração de campos maduros e áreas adjacentes já conhecidas pela indústria petrolífera.

A expectativa do setor é que as áreas despertem interesse principalmente de petroleiras independentes que atuam no Nordeste após o processo de desinvestimento da Petrobras em ativos onshore. Empresas como PetroReconcavo, Brava Energia e operadoras de médio porte vêm ampliando operações na Bacia Potiguar nos últimos anos.

Segundo a ANP, os setores efetivamente incluídos na sessão pública do leilão serão divulgados em 6 de agosto. Já as empresas interessadas terão até 21 de julho para apresentar declaração formal de interesse e garantia de oferta.

Atualmente, 36 empresas estão inscritas na Oferta Permanente de Concessão. Outras companhias ainda poderão solicitar participação até o dia 5 de junho.

Embora o debate nacional sobre petróleo esteja concentrado na Margem Equatorial e nas áreas marítimas da região Norte e do Ceará, o Rio Grande do Norte continua estratégico para a indústria por concentrar infraestrutura consolidada de produção terrestre, gasodutos, unidades de processamento e histórico operacional de décadas.

A Bacia Potiguar já chegou a liderar a produção nacional em terra e segue como uma das áreas mais relevantes do país para pequenas e médias operadoras independentes. O novo ciclo da ANP é visto pelo mercado como mais uma tentativa de estimular investimentos em exploração e ampliar a vida útil dos ativos petrolíferos do estado.

A Oferta Permanente se tornou o principal modelo de licitação do setor petrolífero brasileiro. Diferentemente das antigas rodadas fixas, o sistema permite que empresas estudem continuamente os blocos disponíveis e manifestem interesse quando houver viabilidade econômica e técnica para participação no leilão.


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